PRF intensifica blitz em rodovias de Mato Grosso para combater arla adulterado


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) está intensificando o combate ao uso de arla 32 adulterado nas rodovias de Mato Grosso e deu início neste mês de março a uma série de blitz dedicadas ao assunto. Na última semana a operação foi deflagrada em trechos estratégicos da BR-364, rodovia que corta algumas das principais cidades do estado, como Cuiabá e Rondonópolis.

Os dados parciais da operação não foram tornados públicos, mas centenas de caminhoneiros foram abordados apenas na região de Santo Antônio de Leverger, gerando notificações e autuações.

A PRF já confirmou que outras operações do mesmo tipo serão realizadas ao longo de todo mês - seguindo posteriormente -, em conjunto com órgãos ambientais para reprimir a utilização de chips emuladores e produtos adulterados utilizados na fraude.

FISCALIZAÇÃO DENTRO DAS EMPRESAS

Em alguns estados a PRF iniciou a fiscalização não apenas nas rodovias, mas indo até as empresas, para verificar as frotas na garagem. Há duas semanas, no interior do estado de São Paulo, uma operação nesses moldes junto com o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), resultou em dezenas de emuladores apreendidos, identificação de diversos veículos em situação irregular e notificações superiores a R$ 100 mil.

De acordo com a PRF, esse tipo de situação se tornará cada vez mais comum.

PUNIÇÕES

As punições para quem for flagrado fazendo uso de sistemas para burlar ou mesmo o produto adulterado são duras e vão de multas, apreensão dos veículos e até prisão dos motoristas flagrados por crime ambiental. SOBRE O ARLA

Obrigatório em caminhões Euro 5 - com tecnologia SCR - fabricados a partir de janeiro de 2012, o arla 32 é um reagente que reduz a poluição a partir da captação da fumaça produzida pelo diesel na combustão do motor. Antes de entrar no catalisador, a fumaça reage com o arla 32 sendo transformada em vapor de água. Vale ressaltar que o uso de arla 32 adulterado ou sistemas para fraude causam danos irreversíveis ao catalisador em caminhões Euro 5, gerando prejuízos de alguns milhares de reais no médio prazo. Além, é claro, de prejuízos ao meio ambiente.

Por Gustavo Castello Branco - Assessoria de Imprensa Evolua 32 ​

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