CRIAÇÃO DE UM NOVO PRODUTO: ARLA32

Se por um lado o crescimento produtivo é bom para economia de um País, por outro gera passivos sociais, ambientais e de outras naturezas. Visando reduzir o impacto ambiental gerado pelo crescente número de caminhões nas rodovias, aliado a falta de uma política que fomente o transporte ferroviário criado na década de 50 e “esquecido” pelo Governo na década de 90 por interesse e Lobby das grandes Petroleiras e Montadoras de Caminhões, é que se desenvolveram nas últimas décadas políticas voltadas para o controle de emissões.

Segundo a ANTT, aproximadamente 61% de todos os nossos PRODUTOS são transportados no Brasil pelo modal Rodoviário, 22% Ferroviário, 13% hidroviário, 3,5% dutoviário e 0,5% aeroviário. Além disso, a falta de políticas de transporte em massa de Pessoas e o incentivo para produção de automóveis - contribuindo para crescimento de motores a combustão de diversas matrizes energéticas - colaboram para o crescimento da frota individual para transporte de pessoas e cargas em ritmo exponencial. O Governo amplia a infraestrutura e a malha rodoviária, priorizando transporte de massas via rodovia e focando a motorização individual que contribui muito para aumento da poluição.

Buscando reduzir estas emissões o PROCONVE foi criado em 1986 pelo CONAMA, o Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores. Este programa que foi lançado para definir os limites de emissões para veículos, é coordenado pelo IBAMA e contribuiu para o desenvolvimento tecnológico dos fabricantes de veículos, motores, combustíveis etc. Em Novembro de 2008 a fase P-7, denominada PROCONVE 7, estabeleceu limites ainda mais rígidos de emissões a partir de janeiro de 2012, obrigando a indústria do petróleo a produzir o diesel S10 (com 10 ppm de enxofre) e a indústria automobilística a se adaptar com motores compatíveis aos níveis de emissões exigidos. Existe uma portaria do Inmetro e quatro NBRs que regulam a qualidade do produto comercializado.

Esta tecnologia já é largamente utilizando na Europa. Em 1986 um veículo leve emitia, em média, cerca de 50 gramas de CO por Km Rodado (principal poluente). Atualmente, os limites estão na casa de 1,3 g de CO por Km rodado. Estes resultados foram alcançados justamente por meio das melhorias da tecnologia dos combustíveis, catalisadores, injeção eletrônica, motores etc.

Para as montadoras atenderem o padrão de emissão foram criadas tecnologias como a EGR (Recirculação de Gases de Exaustão) e a SCR (Redução Catalítica Seletiva). Os veículos pesados e extra pesados predominantemente utilizam a SCR, que com auxílio do ARLA reduz de maneira expressiva a emissão de poluentes nestes veículos que consomem mais diesel e que poluem mais.

Nas próximas edições vamos trazer novidades e informações sobre o ARLA 32, seus conceitos, aplicações e novidades. Sigam-nos e obtenha mais informações sobre quem somos, nossos produtos e outros detalhes. Estamos nas principais redes sociais.

Fonte: mma.gov.br

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